terça-feira, 14 de setembro de 2010

Beleza Americana



Filmes americanos demonstram o estereótipo de vida perfeita: famílias felizes, saudáveis, bem sucedidas e onde todos que participam dela ,se amam.Famílias que possuem uma casa sempre grande e arrumada, um cachorro dos sonhos de qualquer um e um carro na garagem.É uma utopia de família perfeita que alguns americanos ainda insistem em viver.
O diretor,Samuel Alexander Mendes, veio acabar com essa imagem “tijolo por tijolo”, com filme “Beleza Americana” que rendeu 5 oscars ,incluindo o de melhor filme.É claro que, ele veio só carimbar mais uma vez a capacidade inigualável e autêntica de conquistar os telespectadores, depois de alguns outros filmes que dirigiu e produziu ,como: “Estrada para Perdição” e “O Caçador de Pipas”.
Em Beleza americana, Mendes conta a história de um pai de família, chamado Lester Burnham, que está em uma crise de meia-idade e que sente-se infeliz com a mulher futil , a filha rebelde, o emprego chato e o fato de sempre parecer um fracassado.Por esses motivos, ele tem a ideia de jogar tudo pra o ar e viver a vida a sua maneira.Abandona o emprego pra trabalhar em uma lanchonete de fast-fod,começa a malhar, a fumar maconha e motiva-se a conquistar a melhor amiga da filha ,com quem tem visões erótico-artisticas sempre acompanhadas de rosas vermelhas.
Sua mulher, Carolyn Burnham ,é patética e deprimente, movida pela filosofia de que “para ter sucesso,deve-se projetar uma imagem de sucesso o tempo todo” , caracterizando uma vida só de aparências.Sua filha ,Jane Burnham ,é uma “aborrecente” que sente-se estranha no meio de pais loucos e que sonha com uma plástica de seios.Além disso, Lester possue vizinhos gays, um drogado, um coronel que é homofóbico e uma mulher louca.
Desde a primeira cena do filme, o telespectador fica sabendo que Lester irá morrer.E presencia os motivos que ocasionarão tal fato, no final do filme.Assim como presenciará os desfechos surpreendentes das histórias dos personagens secundários e de como lidarão com suas personalidades nada comuns, para personagens norte-americanos.
Em síntese: o filme abala com o alicerse da busca por uma aparência perfeita – tanto familiar como individual- e riquesa ,tão apoiadas pelas pessoas.E de como tudo isso causa brigas interpessoais, gerando muitas vezes a necessidade de escape, procurando reduzir as cenas de teatro a que estamos suscetíveis a atuar para movimentar o sistema medíocre da sociedade.
No mais,o diretor obteve grande criatividade para juntar drama com algumas cenas cômicas que quebraram o caráter fechado, já que apresenta muitas cenas escuras para realçar ainda mais a caracteristica melâncolica do filme.Outro ponto importante, é pelo fato de não haver complexidade e uma elaboração intelectual.Ele juntou personalidades polêmicas em cenas de fácil entendimento a fim, de demonstrar que não é porque uma pessoa é norte-americana que é perfeita.

Beleza Americana
Dirigido por: Sam Mendes
EUA,1999 Cor-122 min.
Elenco: Kevin Spacey, Annete Bening, Thora Birch, Wes Bentley, Mena Suvari, Peter Gallagher, Allison Janney, Scott Bakula, Sam Robards, Chris Cooper .

Por:Juliana Cavalcanti [//dreamsgreen]

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pensamentos Maléficos


A língua ligeira entre os lábios alheios, encaixados como se fossem um só,por poucos segundos.O convite indiscreto para segundas intenções.Segredos obscuros em um só movimento, que aos olhos de outros, não passa de um simples toque inocente sujeito a futuros arrepios e na cabeça, somente planos.
Por que tudo isso não evaporava daquela mente ansiosa? A hora inapropriada para imaginação, mesmo que tal representação ,de um desejo escondido ,estivesse saciando parcialmente as dúvidas sobre a textura da boca sobre a pele.
Já não bastasse a vontade de rasgar suas roupas, minhas mente formulava planos diabólicos sobre tocar seu corpo nu.Iam muito além de um simples toque ou o roçar de partes sobre as partes, tem a ver com a carne; com o tesão de sentir cada milímetro do corpo quente com a boca, com as mãos ou qualquer pedaço de pele que queria ter a responsabilidade de causar o arrepio. Tudo isso causando um fôlego que não se dissipa, acionando bocas que se abrem e fecham, objetivando janelas embaçadas.
O fato era que ,por mais que eu tentasse não me entregar, de minha boca só saia palavras que traduziam o estado em que me encontrava: estado sexualmente alterado.
É inútil ouvir a razão diante de tal desenho perfeito e tentador.O olhar incisivo e o morder de lábios são uma sequência clássica e rápida que, eventualmente, permanecem no começo, meio e fim, sem ensaios. A tortura perfeita.

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domingo, 8 de agosto de 2010

Aniversário biologicamente calculado



Um ramalhete de flores despedaçado foi o que recebera da pessoa errada.Infelizmente, a única que tenha te dado atenção fora do conjunto de pessoas, que como cascata, sempre ensaiam uma nova maneira (quando não continuava a mesma) de dar felicitações de aniversário.
Sua bancada de trabalho estava imunda. Um livro novo sobre vampiros, colares coloridos( que pareciam ser da moda naquela época), o celular que tanto desejara, o vestido que sua mãe a presenteou( mesmo sabendo que ela não gostava de vestidos)e o ramalhete no chão; entre outros presentes que se amontoavam aos materiais de trabalho, canecas de café, jornais amassados e garrafas de energéticos.Não era uma visão das melhores.A lembrança de sua mãe mandando arrumar aquela bagunça a fez sorrir afinal. No entanto o que era um aniversário mesmo?
Bem... de acordo com a tradição, serve para comemorar mais um ano de vida.Biologicamente falando, para parabenizar porque seu corpo cresceu, sua voz ficou mais grossa, suas células aumentaram de quantidade e seus hormônios estão trabalhando de acordo com o programado do corpo.
E o social?Por ter deixado de chupar o dedo, por aprender a falar, por adquirir maturidade, um emprego, confiança para dizer "eu te amo" ou até por ter aprendido a falar outra língua. Isso não era pra ser comemorado?
Presentes. Não eram os que ela queria.Em parte, os que queria deveriam ser auto-presenteados, mas não que fosse uma ação fácil.Ela nem sabia por onde começar.O cognitivo era batalhado, mas e o ego?A parte sentimental da "coisa"?A maturidade, o desapego, a busca por alcançar sucesso a todo custo?O equilíbrio entre a seriedade e serenidade?A independência?O saber amar?A certeza dos sentimentos e o esquecimento da subjugação?
Dezenove anos... ou eram quatorze?” O que era aniversário mesmo?As coisas continuam as mesmas, afinal!".


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domingo, 25 de julho de 2010


Tomo-a nos braços e delicadamente a colocou na cama com tecido de seda branco.A roupa parecia tão facil de tirar, tão escorregadia entre as mãos.Botões que se abriam, laços que se desatavam e mãos que conseguiam pecorrer aos poucos o corpo ,que se arrepiava, objetivando o prazer lento, sem deixar de estudar cada centímetro daquela pele nua.

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terça-feira, 20 de julho de 2010

Papel Borrado



Amor não são palavras que podem ser ditas lindamente para o ar em forma de poesia, em busca de aplausos.
Amor não é uma foto que pode ser ensaiada e no futuro modificada digitalmente, nem mesmo ele pode ser falado juntamente com a palavras "eternamente" em vão.
O amor é aquilo que se sente quentinho no peito.É um bolo de chocolate saindo do fogo.É um juntar de mãos, sem ter pressa de olhar o relógio, ao mesmo tempo em que acomoda-se na rede.É começar a escrever sem ter ideia da palavra que ocupará a próxima linha.É sentir as nuvens e querer estar com alguém pra mostrar.É um ser, é um estar, é um querer de criança danada que quer sempre estar perto pra aquele abraço
As mágoas, lágrimas podem até participar do amor.No entanto fica explicito que eles não são o amor.Em minha mente infantil, elas somente deviam participar do fim.Apenas molhar o final do papel de carta, que foi escolhida para a história.No meu caso ela nunca passa de duas páginas e quase sempre as lágrimas mancham todo o papel.E ai , nesse momento,não me sai da cabeça meu destino , este que não foi feito para amar, apenas para escrever.


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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sentido da vida?



Por que eu ainda fico pensando nisso?
Entre dois corações, duas paixões, dois pecados.Minha alma suplica por amor, mas a única coisa que consigo ter ,são dúvidas que conseguem rasgar meu coração em pedaços que se desintegram antes de chegar ao chão.
Enquanto isso, minhas mãos ficam em estado de pura dormência, por ter cada sentimento puxando de um lado.O certo e o errado.O que me dá atenção e aquele que com palavras bonitas preenche minha caixa de recados na internet.O grudento e o distante.E isso flui, como pedras no meu relógio sentimental.
Acho que tudo se resolveria se a minha escolha não tivesse acorrentada a algo tão profundo.Sua passagem na minha vida ainda é indagada, porém isso não vem ao caso.A ilusão já foi estampada e tenho que cumprir a prisão perpétua que me foi imposta.
As horas passam e eu não consigo resolver.A música toca e a melodia é um tanto confortante.Acho que a única coisa reconfortante, já que meu coração não responde mais ao meu comando.


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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Prazer


O quarto escuro estava trancado e a lua cheia iluminava-a caída no chão ,suplicando por mais uma dose de prazer.As roupas rasgadas, o sutiã desabotoado.Ele a deixará assim antes de voltar para sua verdadeira mulher.E ela ,permanecia ali como era, uma amante, uma serva que só podia sentir os restos daquele corpo que tanto procurava satisfazer.
Arrastava-se até a parede sucessivas vezes e começava a esmurrá-la descontroladamente.Era a única forma de castigo por ver as mãos tentando agarrar o vento (imaginando aquele que a deixara), pelo salivar da boca e por sentir o corpo impiedoso pedindo cada vez mais.
Fingia estar sentindo algo à frente.As mãos desenhavam no ar e voltavam a cabeça seguidamente, antes de passar entre os dentes para morder de desejo.Era muita vontade, era muito pecado.
A pele se arrepiava fácil ao lembrar do toque e de como ele se excitava quando sua língua percorria cada centímetro da barriga lisinha, até o devido lugar desejado.Os corpos suados, a mente a mil e poucas palavras ditas.
Sentiu-se molhada e pôs a percorrer o próprio corpo com as mãos.Seu êxtase era tão intenso que em um lance rápido suas mãos envolveram seus seios duros, apertando-os sem trégua.

E onde ele estaria?Perdendo todo esse espetáculo.Ele não era nada afinal.

/dreamsgreen

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"Apenas 100 metros de vida..."




Triunfantemente, me dirigia à porta do elevador. Mais do que meros minutos me fizeram tomar aquela decisão, foram anos. Plena reflexão sobre meus atos nesse mundo preto e branco. Onde haveria cor?Estamos sujeitos a pressões psicologicamente nojentas que nos testam para saber se conseguiremos sobreviver perante esse mar de futilezas.
Eu e a minha racionalidade, caminhávamos juntas sem desvios à multidão que nos cercava.Eles não mereciam um pingo de satisfação ou detalhes do que iria acontecer dentro de alguns instantes.Inúteis.Bonecos dos quais eu fazia parte,mas custo a aceitar que me influenciara pela subcultura da qual eu manifestaria suas revoluções.
Era incrível não conseguir expressar qualquer sentimento.Minhas mente rebobinava fatos felizes, na luta para me fazer mudar de idéia.Só que já era tarde demais.O tal órgão que batia em meu peito só funcionava, naquele momento,para bombear sangue até as devidas partes do meu corpo que me conduziriam ao meu objetivo:a morte.
A porta se abre, a entrada para o inferno.Poucos conseguiam olhar com tanta clareza para trás,mas era a minha despedida daquele mundo.Meus olhos atravessaram a sala,expressando o contentamento de um adeus e sentindo toda a energia de espanto daqueles seres inferiores.No entanto, em um dado momento, tais olhos podres avistaram um intruso na festa.Meu anjo corria desesperadamente em minha direção.Não utilizava as asas , até porque era meio humano.E por ser, seu comportamento desesperador com lágrimas se diferenciava de qualquer rosto angelical.
Barrou a porta do elevador e me colocou contra a parede,permanecendo imóvel e de cabeça baixa.Daí eu pude observar além das suas calças rasgadas,os pés descalços, as tatuagens angelicais e as asas com penas bagunçadas.Seu choro ecoou pelo elevador, seguido de um abraço.Parecia uma criança que não se contentava com meu olhar podre e determinado a finalizar aquela história de contos de fadas medíocre.
Entretanto, em um segundo tudo pareceu um filme.Uma rajada de vento empurrou meu anjo para longe de mim, entre berros.A voz dele orava por minha vida e ao mesmo tempo suplicava para que eu pulasse do elevador,mas minhas mãos escorregaram durante a trajetória.As portas se fecharam e meu único reflexo foi por a mão no rosto e sentir filetes de lágrimas entre os dedos.
Fiquei com meus pensamentos clichês.Barbarides de uma vida mal vivida e que de certa forma,não valia a pena mostrar o restos das esperanças que já se encontravam em cinzas.
Eu sabia que tinha algo à terminar.Logo, me levantei rápida e confiante para apertar o botão que me levaria ao inferno.O único espetáculo perfeitamente calculado na vida que eu não queria ter e que, pela primeira vez, me proporcioria o coração vivo e a alma em chamas.Frutos de um verdadeiro ser humano.

//dreamsgreen

quarta-feira, 17 de março de 2010

Filosofias



O sonho de criança não passa de perfeitas lembranças e o presente de uma metáfora dramática. Logo ,como folhas no outono, eu caio por terra ,correndo atrás das estrelas para me satisfazer inteiramente por algo tão simples.Do contrário, permanecerei fugindo das atrocidades que me cercam e que custam analisar-me de forma tão banal.
Não há análise , não há classificação.Basta conviver e aceitar esse ser mutável que pertence a outro mundo e que apenas contribui com a paisagem deste,nada mais.

//dreamsgreen